27 de fev de 2014

Resenha: O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss


Título: O Temor do Sábio
Original: The Wise Man's Fear
Série: A Crônica do Matador do Rei/The Kingkiller Chronicle #02
Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 960
Editora: Arqueiro (novembro de 2011)

Sinopse: Em busca de um patrocinador para sua música, Kvothe viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir a sua morte e lidera um grupo de mercenários pela floresta. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pode resistir ou sobreviver. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva à sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Esse segundo livro da trilogia é bem melhor que o primeiro. Só poderia começar assim a minha resenha da sequência de O Nome do Vento, primeiro livro da trilogia A Crônica do Matador do Rei. Mais ação, mais dinâmica e (um pouco) menos enrolação. Nosso herói (?) volta à Universidade e começa a aprender a arte de nomear as coisas, entre elas, o tão desejado vento. Suas intermináveis rixas com Ambrose, um dos riquinhos da escola, acabam atrapalhando-o tanto que lhe é recomendado que se afaste um pouco dos estudos e se dedique a outras coisas por um tempo.

Kvothe então viaja até Vintas, onde ficará sobre as ordens do maer Alveron e precisará conquistar a sua confiança para conseguir o que deseja: um patrocinador para as suas músicas. Porém, intrigas políticas acabam atrapalhando um pouco o seu caminho e ele quase se dá mal, mas felizmente consegue contornar a situação.

Até que, em certo momento, o maer lhe pede que, juntamente com outras pessoas, vá até uma floresta próxima e acabe com um bando de salteadores de estrada que andam atrapalhando a coleta de impostos e a circulação de pessoas pelo local. E é aí que as surpresas começam a aparecer. Kvothe quase reencontra uma pessoa do seu passado que ele tanto procurava, que poderia responder a muitas perguntas suas e dar um novo sentido à sua vida.




E é nesse grupo designado a caçar salteadores que nosso protagonista encontrará uma pessoa muita peculiar: Tempi, um guerreiro ademriano que o leva à sua terra natal para resolver uma pendência. Lá, Kvothe não será muito bem recebido, mas aprenderá a Ketan, arte milenar praticada pelo povo de Ademre e que ensina diversas técnicas de luta. Nem preciso dizer que fiquei realmente intrigado com a cultura do povo ademriano, pois é essencialmente baseada no uso da linguagem corporal e pouquíssimo no uso da fala, aonde o silêncio é a melhor arma a ser utilizada.



Uma das partes mais interessantes do livro, sem dúvida nenhuma, é o encontro de Kvothe com Feluriana, um ser dos Encantados que hiptoniza os homens e os mata de tanto fazer sexo com eles. É uma parte do livro essencialmente erótica, mas muito bem explorada, pois Kvothe, além de descobrir que Feluriana é real e não apenas um conto de fadas, aprende várias habilidades novas (além das carnais, é claro) e acaba conversando com outro ser que mudará sua vida para sempre, para o bem ou para o mal. Importante ressaltar que Feluriana será a primeira mulher da vida de Kvothe, mesmo que todos nós saibamos que ele é perdidamente apaixonado por outra.

E é aí que ela entra: Denna. Ou Dienna. Ou Dayne. Com seus vários nomes, é impossível decifrar essa guria. Quem ela é? De onde vem? O que anda fazendo ultimamente? Por que sempre desaparece e nunca dá muita atenção para os homens? Será que isso é simplesmente uma desilusão amorosa? Gostaria de saber mais detalhes sobre ela, mas o Rothfuss parece gostar de um suspense e deixou tudo para o último livro. Nós e o Kvothe teremos que esperar para descobrir, portanto.



"São as perguntas que não sabemos responder que mais nos ensinam. Elas nos ensinam a pensar. Se você dá uma resposta a um homem, tudo o que ele ganha é um fato qualquer. Mas, se você lhe der uma pergunta, ele procurará suas próprias respostas."

Pontos fortes: um baita livro, muito peculiar ao seu modo e com detalhes minuciosos sendo revelados a cada nova página virada.
Pontos fracos: é um livro extenso, lento, onde as coisas demoram a engrenar.

Avaliação final:


A Crônica do Matador do Rei:

1º livro - O Nome do Vento
2º livro - O Temor do Sábio
3º livro - The Doors os Stone (sem previsão)
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