26 de abr de 2017

Resenha: Jardins da Lua - Steven Erikson

Título: Jardins da Lua
Original: Gardens of the Moon
Série: O Livro Malazano dos Caídos/The Malazan Book of the Fallen #1
Autor: Steven Erikson
Páginas: 608
Editora: Arqueiro (março de 2017)

Sinopse: Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto. Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo. Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável. Em Jardins da lua, Steven Erikson nos apresenta um universo complexo de cenários estonteantes e ações vertiginosas que mostram por que esta é uma das maiores sagas épicas.

Jardins da Lua, do autor Steven Erikson, era um dos lançamentos de fantasia mais aguardados no Brasil para esse ano de 2017. E isso que a finada Saída de Emergência havia adquirido os seus direitos um bom tempo atrás, mas acabou não lançando e faliu antes disso, então a obra caiu no colo da editora Arqueiro, que parece ser a mais indicada para tocar a série até o seu final, já que o Steven Erikson escreveu míseros 10 volumes para O Livro Malazano dos Caídos. O histórico da Arqueiro em não abandonar séries é muito bom, então vejo Malazan sendo finalizada em um período de 5 anos, até 2021, aproximadamente, com 1 livro sendo lançado a cada semestre.

Dois anos atrás, eu bem que tentei ler Gardens of The Moon (vulgo Jardins da Lua) em inglês mesmo, mas estava sem foco para ler fantasia na época e acabei largando depois de umas 200 páginas. Não tinha gostado muito, estava bem perdido na leitura, mas na 2ª vez foi mais tranquilo.

O estilo do autor é diferente dos que eu estava mais acostumado a ler, o que acaba tornando a experiência inicial com a série meio... estranha. Ele vai jogando personagens novos na nossa frente a cada 5-10 páginas, muitos vezes sem mencionar exatamente quem eles são, fazendo a ida ao Glossário uma busca constante pela luz no fim do túnel. Que porra é essa que tá acontecendo aqui? Não faço a mínima ideia, jureg. A sensação de "tô bem perdido" é comum nos primeiros capítulos.

O Massacre de Itko Kan (Conselheira Lorn e Ganoes Paran), por Luktarig

Acompanhamos o avanço do Império Malazano no continente de Genabackis, onde boa parte dele já foi conquistada pelos invasores, mas duas das Cidades Livres ainda resistem, Pale e Darujhistan. Essa "ânsia" por conquistar vem da política de guerra da nova imperatriz, Laseen, que assassinou o antigo imperador Kellanved e seu principal conselheiro, Dançarino. Esse golpe é mencionado algumas vezes no livro, mas quero mais detalhes em breve. Pelo que soube, o livro A Noite das Facas, lançamento da editora Cavaleiro Negro, trata bastante dessas mudanças em Malaz.

Logo nas primeiras partes já podemos ter uma noção de como a feitiçaria será tratada na série. Ela está ali, E MUITO PRESENTE, diga-se de passagem. Em meio aos massacres da primeira parte do livro, somos apresentados a personagens que nos acompanharão por muitas páginas de Jardins da Lua, como a conselheira Lorn, braço direito da imperatriz, e Ganoes Paran, atualmente tenente do Império Malazano e enviado a Genabackis para comandar o cerco a Darujhistan, joia do continente.

"Histórias não fazem ninguém sangrar. Histórias não deixam ninguém com fome nem machucam os pés. Quando se é jovem, cheirando a merda de porco, e se está convencido de que não há uma arma em toda a porcaria do mundo que seja capaz de matá-lo, tudo o que as histórias conseguem é fazer você querer se tornar parte delas."

À frente do esquadrão dos Queimadores de Pontes, que Paran assumirá, está o capitão Whiskeyjack. Antes uma unidade de elite do imperador Kellanved, agora os Queimadores foram relegados a tarefas ordinárias e frequentemente suicidas, uma mera amostra do desprezo que Laseen tem por eles. Quem pensa diferente disso é o Alto Punho Dujek Umbraço, o que pode/deve gerar conflitos.

Voltando a falar um pouco da magia em si, o sistema aqui é bem confuso, mas interessante ao mesmo tempo. Os tais Labirintos são legítimos quebra-cabeças para entendê-los, e creio que nesse 1º volume mal vimos do que eles são capaz. Segundo o próprio livro: "Os Labirintos habitavam o além. Encontre o portal e abra uma fenda. O que vazar é seu para modelar. Com essas palavras, uma jovem iniciou o caminho para a feitiçaria. Abra-se para o Labirinto que vem até você – que encontra você. Absorva seu poder, mas lembre-se: quando seu corpo fracassa, o portal se fecha". Espero ter mais para falar nas próximas resenhas, por enquanto vou ficar só nas especulações.

Focando mais em Darujhistan, percebemos claramente que MUITA coisa está em jogo no momento que o Império Malazano bate às suas portas. E é aí que a "escala" de Malazan começa a crescer. Depois de nos acostumarmos com as dezenas de personagens, o negócio começa a fluir de verdade.

Darujhistan, por guat

Para não sucumbir aos ataques, as forças defensoras d'A Cidade do Fogo Azul, como é mais conhecida Darujhistan, por causa da sua iluminação à base de gás, forjam alianças com forças misteriosas. Uma delas é Anomander Rake, tiste andii,o Senhor da Cria da Lua, poderosa fortaleza voadora (WTF?!? hahaha). Com uma espada como Dragnipur nas costas, capaz de enviar as almas de deuses e mortais para serem aprisionadas em uma carroça monstruosa com correntes gigantescas, a balança da guerra pode mudar a qualquer momento. Pode depender de quem tiver mais sorte.


Darujhistan também é palco de diálogos interessantes, principalmente quando o personagem Kruppe estiver presente. Fiquem de olho nele e seus amigos. Envolvidos em uma conspiração junto à Sociedade dos Assassinos, assim como as manobras dos magos locais, os acontecimentos do grupo "principal" nessa parte do livro fazem a leitura fluir num ritmo bem melhor do que no começo.

"Por toda a nossa vida nós lutamos por controle, por um meio de moldar o mundo à nossa volta, uma caçada eterna e inútil pelo privilégio de sermos capazes de prever a forma de nossas vidas."

Quando alguns segredos do passado começam a ser desvendados e fatos milenares tendem a ser desenterrados, percebemos o quanto o worldbuilding (a famosa construção do mundo) faz o seu papel nessa série. Acho que é talvez o grande motivo por eu querer muito ler as sequências e descobrir o que vai acontecer e o que aconteceu. Saber mais sobre as Raças Fundadoras, sobre as guerras que antecederam o reinado de Laseen, entre tantas outras coisas que são pinceladas aqui.

Eu confesso até que não curto tanto essa parada de ter TANTA magia assim envolvida em uma obra de fantasia, onde ela parece não ter tantas limitações num primeiro momento, mas às vezes é bom sair da zona de conforto "espada + escudo" que leio sempre e partir para coisas diferentes. Investir junto com a Arqueiro n'O Livro Malazano dos Caídos é uma de minhas metas para os próximos anos.

Enfim, Jardins da Lua tem praticamente tudo que um leitor de fantasia épica pode desejar: worldbuilding massa, sistema de magia meio louco, mas que te deixa curioso, guerras para todo lado, várias raças, e mais, como as manobras dos deuses entre os mortais. Um mundo que não faz diferenciação entre homens e mulheres, divindades e discípulos. Todos têm um papel a cumprir.

Com tradução de Carol Chiovatto, a série deve ter sua continuidade no 2º semestre de 2017, com o lançamento de Deadhouse Gates, talvez "Portões da Casa Morta". É praticamente unanimidade entre os fãs da série que esse é o livro que arrebata todos os leitores para o mundo malazano. Veremos!

Avaliação final:

O Livro Malazano dos Caídos:

Livro 1 - Jardins da Lua
Livro 2 - Deadhouse Gates
Livro 3 - Memories of Ice
Livro 4 - House of Chains
Livro 5 - Midnight Tides
Livro 6 - The Bonehunters
Livro 7 - Reaper's Gale
Livro 8 - Toll the Hounds
Livro 9 - Dust of Dreams
Livro 10 - The Crippled God

12 de abr de 2017

Desbravando Livros pela LeYa na CCXP Tour 2017

Esse ano de 2017 tá com tudo! 

Para os seguidores do Desbravando Livros, já havia anunciado algumas semanas atrás que iria participar da CCXP Tour em Recife, nesse mês de abril. E não é que o grande dia está chegando?


Fui convidado pela Excelentíssima editora LeYa, juntamente com outros blogueiros brasileiros (Anderson Tiago, do parceiro Intocados; Artur e Diego, do Acervo do Leitor) para fazer a cobertura do evento e das atividades da editora durante a Comic Con. Resumindo: postaremos nas redes sociais tudo sobre a CCXP, para que o leitor em casa fique informando do que acontece e das novidades da editora LeYa para esse evento. Novidades essas que não são poucas!

Vou mostrar para vocês o lançamento do tão aguardado box da 1ª trilogia de Mistborn (resenha aqui), do autor Brandon Sanderson. A editora deu acesso exclusivo a algumas pessoas para visualizar o box e ele ficou INCRÍVEL! É sério, vocês não vão mais ter desculpas para não comprar essa série.


O esperado desfecho da trilogia A Sombra do Corvo (resenha aqui), de Anthony Ryan, com o livro A Rainha do Fogo. Mal posso esperar para conferir esse, para mim é um dos lançamentos mais aguardados do 1º semestre de 2017. Além desses, Caçador em Fuga é uma das apostas da editora, obra de ficção científica com nomes como George R.R. Martin, Gardner Dozois e Daniel Abraham.


Além de conferir esses e vários outros lançamentos, os visitantes que passarem no estande da LeYa terão a chance única de sentar no Trono de Ferro! Certo que vou tirar aquela foto básica por lá.

Uma grande novidade deste ano será o uso da tecnologia do chroma key, permitindo que o visitante seja transportado para chance de os visitantes tirarem uma foto em seu mundo fantástico favorito, entre eles a a nave Nostromo, de Alien, e Luthadel, a capital do mundo épico de Mistborn.

Algumas atividades também prometem agitar o público: na sexta-feira (14), podcast ao vivo do time Matando Robôs Gigantes, participando Affonso Solano (que também fará sessão de autógrafos do seu livro, "O Espadachim de Carvão", no sábado), Didi Braga e Beto Estrada. No domingo (16), discussão sobre as regras de magia com Affonso Solano e Anderson Tiago, além do Porradaria Geek!

O Desbravando Livros estará presenta na feira em 3 dias, de sexta-feira a domingo, então recomendo a vocês que me sigam nas redes sociais onde estarei postando material da CCXP Tour.


Facebook - Desbravando Livros: https://www.facebook.com/DesbravandoLivros/.

Instagram - @vagner.stefanello: https://www.instagram.com/vagner.stefanello/.

Não dá pra esquecer das redes sociais da editora LeYa, né?

Facebook - https://www.facebook.com/leyabrasil/.
Instagram - https://www.instagram.com/editoraleya/.

Queria agradecer a todos aqueles que permitiram a minha participação nesse evento. À editora LeYa, principalmente, pelo convite e por acreditar no meu trabalho, ao pessoal do grupo Livros de Fantasia e Aventura, que sempre me deu muito apoio, além de todos os leitores que acessam diariamente o Desbravando Livros e curtem o que escrevo. 

Então bora desbravar a CCXP!

3 de abr de 2017

Resenha: O Senhor da Torre - Anthony Ryan

Título: O Senhor da Torre
Original: Tower Lord
Série: A Sombra do Corvo/Raven's Shadow #2
Autor: Anthony Ryan
Páginas: 704
Editora: LeYa (2016)
Compre na Amazon

Sinopse: O Senhor da Torre é o segundo livro da série “A Sombra do Corvo”, uma fantasia épica que explora episódios de conflito, lealdade e fé. Vaelin Al Sorna, agora guerreiro da Sexta Ordem, é o maior guerreiro de sua época. Desiludido com seu Rei e pelo sangue de guerreiros derramado por causa de uma mentira, ele volta para casa, se isolando de tudo, e jura nunca mais matar. Porém, o Reino, que já está dividido entre os que apoiam o Rei Janus e os que preferem sua irmã como líder, será atacado por forças poderosas, e Vaelin, o Lâmina Negra, deverá lutar novamente.

Ainda não consigo me perdoar por ter esperado tanto para ler a continuação de A Canção do Sangue, obra de fantasia do autor Anthony Ryan, lançada inicialmente aqui no Brasil lá em 2014. O Senhor da Torre está quase no mesmo nível do seu antecessor, e agora vamos descobrir o porquê.

Ao contrário do 1º livro da série, esse aqui não tem apenas o Vaelin Al Sorna como protagonista. Contamos com outros três pontos de vista durante a leitura, e creio eu que esse seja um dos motivos para vários leitores acabarem não gostando tanto de O Senhor da Torre. Eles queriam mais de Vaelin e sua canção do sangue. Compreendo perfeitamente, mas preferi enxergar o outro lado da moeda e ver que existe uma vantagem MUITO boa em se ter vários personagens principais.

"Muitas mentiras são ditas com gentileza, e muitas verdades são ditas com crueldade."

Uma delas, por exemplo, é conhecer o Império Volariano e ter uma ideia do seu plano de dominação total. Uma das maneiras de acompanharmos essa investida deles é pelo ponto de vista de Frentis, o antigo ladrãozinho de rua que virou um Irmão da Sexta Ordem e que agora é escravo em terras distantes, comandado magicamente por uma mulher misteriosa e sujeito aos seus desejos, que irão levá-lo a cometer uma série de assassinatos, tudo parte duma conspiração maior.

A Sexta Ordem, por MartinGillArt

Conspiração essa que, imagino, deverá ser o ponto central da trama no 3º e último livro da trilogia, A Rainha do Fogo. Mal posso esperar para ler e descobrir os poderes e as motivações por trás do "Aliado", essa entidade que é mencionada desde o começo da série e que pouco sabemos até agora.

Vaelin, o Lâmina Negra, volta para o Reino Unificado após ser julgado por seus "crimes" em terras estrangeiras. Com uma mentalidade totalmente diferente dos seus anos passados, e também muito mais maduro, o guerreiro pretende fugir da sua vida ligada à espada. Só que ele não contava com os planos de Malcius, herdeiro do falecido rei Janus. Enviado para os Confins do Norte, precisará lidar com a desconfiança do povo da região nortenha quanto a ele e ainda por cima descobrir que não é o único que possui um dom especial. Dons esses que sempre acabam cobrando os seus preços.

Quem rouba a cena nessa obra são as mulheres. Em um primeiro momento, Reva Mustor, a herdeira do Lâmina Fiel, Hentes Mustor, parece estar numa missão de vingança e simplesmente esquece de perceber o que está acontecendo ao seu redor e as possibilidades que lhe aparecem. Obstinada com o seu pensamento vingativo dirigido a Vaelin e também a seu antigo tutor, aos poucos ela começa a entender como funciona o jogo político das quatro regiões do Reino Unificado e, a partir desse momento, a vida da personagem sofre uma guinada bem interessante. Vocês irão gostar.

"Você oferece mais do que lutar. Você oferece esperança de que esse feudo sobreviverá àquilo que está vindo para destruí-lo. E essa esperança não pode morrer. Eu já presenciei batalhas. A guerra não escolhe favoritos. Ela ceifa a vida dos fortes e dos fracos, dos habilidosos e dos desajeitados. Dos velhos e dos jovens."

Para mim, a princesa Lyrna é o grande destaque de O Senhor da Torre. Ainda mais quando nos são revelados os planos do seu falecido pai, o rei Janus, e o que Lyrna decidiu fazer a partir do momento de sua morte. Servindo inicialmente como embaixadora de seu irmão (o rei atual) em terras nortenhas, ela dá de cara com pessoas de dons especiais, obtendo uma nova visão sobre alguns povos que até então poucas pessoas do Reino haviam tido a oportunidade de se relacionar.

Quando obrigada a fugir para sobreviver, Lyrna descobrirá um ambiente totalmente diferente daquele ao qual era acostumada, onde ninguém é confiável e alianças improváveis serão forjadas. Os capítulos com os seus pontos de vista, para mim, são os mais interessantes de acompanharmos.

"Se as estrelas no céu não são constantes, nada é. Nada é eterno. Tudo é temporário e está em constante mudança. Nada é constante, meu senhor. Nenhum curso é tão determinado que não possa ser mudado."

E já que estamos tratando de coisa boa, precisamos falar sobre o cerco. Eu não vou estragar a surpresa de vocês dizendo em qual cidade ele acontece, mas posso adiantar que é uma parte FODA PRA CARALHO! Muitíssimo bem narrada, chegava a me dar uma angústia pra saber logo o que iria acontecer, quem iria morrer, se os habitantes iriam superar a investidade do inimigo, entre outras coisas. Fazia tempo que eu não ficava tão vidrado numa leitura como nas partes finais desse livro.


Acho que, numa comparação, O Senhor da Torre ficou levemente abaixo de A Canção do Sangue. Talvez por toda a história de Vaelin ser inédita para a gente, talvez por só termos ele como protagonista do 1º livro. Eu gostei bastante dessa mudança na narrativa, inserindo novos pontos de vista. Isso deu a oportunidade para o autor de tratar de vários outros aspectos do Reino Unificado, como as disputas políticas/econômicos entre os quatro feudos, além de explorar bem mais o mundo onde a obra se situa. São detalhes que acrescentam, e muito, à experiência do leitor com a série!

O grande trunfo desse livro foi ter percebido uma grande evolução nos personagens principais. Todos eles são testados ao seus limites, reagindo de maneiras diferentes, o que faz cada capítulo ter a sua singularidade. Em nenhum momento fiquei pensando "Bah, quero outro capítulo com o Vaelin, chega desses outros", e sim pensei "Opa, ponto de vista da Reva, essa parte deve ser massa".

Muitas questões acabaram ficando em aberto para a continuação, então pretendo comentar mais sobre elas na próxima resenha. Se tudo der certo, ainda em 2017. \o/

E que venha então A Rainha do Fogo e as respostas que precisamos nesse universo criado pelo autor!

Avaliação final:

A Sombra do Corvo:

Livro 2 - O Senhor da Torre
Livro 3 - A Rainha do Fogo
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