2 de jul de 2016

Resenha: Firefight - Brandon Sanderson

Título: Firefight
Original: Firefight
Série: The Reckoners #2
Autor: Brandon Sanderson
Páginas: 432
Editora: Delacorte Press (2015)

Sinopse: They told David it was impossible—that even the Reckoners had never killed a High Epic. Yet, Steelheart—invincible, immortal, unconquerable—is dead. And he died by David’s hand. Eliminating Steelheart was supposed to make life more simple. Instead, it only made David realize he has questions. Big ones. And there’s no one in Newcago who can give him the answers he needs. Babylon Restored, the old borough of Manhattan, has possibilities, though. Ruled by the mysterious High Epic, Regalia, David is sure Babylon Restored will lead him to what he needs to find. And while entering another city oppressed by a High Epic despot is a gamble, David’s willing to risk it. Because killing Steelheart left a hole in David’s heart. A hole where his thirst for vengeance once lived. Somehow, he filled that hole with another Epic—Firefight. And he’s willing to go on a quest darker, and more dangerous even, than the fight against Steelheart to find her, and to get his answers.

Essa resenha contém spoilers do livro anterior.

Quando li Steelheart, lá em 2014, lembro que havia gostado muito da história e do ritmo da narrativa que o Sanderson havia utilizado, com muita ação e capítulos curtos, tornando a leitura muito agradável, ainda mais para quem estava apenas começando a ler em outra língua, no meu caso, em inglês. Acabei enrolando a leitura de Firefight por anos, mas dessa vez não consegui escapar, as recomendações dos amigos pesaram (leia a resenha de Firefight no INtocados) e eu precisava urgentemente tirar o meu atraso com essa trilogia. Portanto, sem folga, mãos à obra!

Steelheart finalmente está morto. A mente tirana que comandava Newcago não era invencível, como David Charleston provou, e agora a cidade está livre do seu domínio. Mas nem tudo é um mar de rosas para o nosso protagonista, que viu, de uma hora para outra, sua sede por vingança acabar e lhe tirar um dos propósitos de viver. O que fazer agora que o assassino de seu pai está morto? Para onde seguir? Esses são alguns dos questionamentos que podemos perceber nesse segundo livro.

 

As respostas para as perguntas de David parece estar longe de Newcago, e essa é uma boa desculpa para conhecermos Babylon (antiga New York), uma cidade controlada pela High Epic Regalia, que inundou toda a região com seus poderes e deixou a cidade embaixo d'água, tudo para melhor aproveitar os seus poderes aquáticos e estabelecer o seu domínio sem ser realmente ameaçada.

E é lá que David procurará Megan Tarash, ou melhor falando, Firefight, em busca de respostas.

"We want what we can’t have, even when we have no right to demand it."

Aliás, as conversas entre os dois são um dos pontos fortes desse livro. Sempre munidas de uma alta carga emocional, conseguimos ter uma noção do porquê de Megan ter se infiltrado nos Reckoners a mando de Steelheart, além do que ela andou fazendo em Babylon após a morte de Steelheart.

Por sinal, a cidade de Babylon e seus habitantes podem ser considerados um personagem à parte por si só. Toda iluminada por grafites que brilham à noite e frutas exóticas que a princípio parecem não ser nada de mais, mas têm um papel importante na trama. Sem contar que ali alguns Epics misturam-se tranquilamente à multidão, até mesmo participando de festas e eventos locais.

Também somos apresentados a outro time dos Reckoners, esse atuante somente em Babylon e com membros de características bem peculiares, que vamos conhecendo aos poucos, à medida que David vai interagindo com cada um deles e se familiarizando com o novo ambiente de trabalho.


Firefight foca BASTANTE na relação entre os Epics e suas aparentes fraquezas, os motivos por trás disso e como o passado dos vilões afeta o presente. Percebe-se um cuidado do Sanderson em tentar manter os mistérios pelo maior tempo possível e só revelá-los em momentos-chave da narrativa.

Ah, as metáforas de David continuam aparecendo com frequência e rendendo algumas boas risadas.

I needed to say something. Something romantic! Something to sweep her off her feet. "You're like a potato!" I shouted after her. "In a minefield.”

E quanto a Jonathan Phaedrus, o famoso Prof, líder dos Reckoners? Preparem-se para ver muito dele nesse livro, ainda mais agora que sabemos que ele é um Epic e terá que lidar com o crescente uso dos seus poderes e as prováveis implicações por trás disso. Poderia um Epic usar seus poderes e continuar sendo bom? E de onde vem a fonte desses poderes? O que raios é aquele ponto vermelho no céu que todos chamam de Calamity, o fenômeno que iniciou toda essa era de super-vilões?

O que me aguarda em Calamity, 3º livro da série? Só o tempo dirá, mal posso esperar pra descobrir!

Avaliação final:

The Reckoners:

Livro 1 - Steelheart
Livro 1.5 - Mitosis
Livro 2 - Firefight
Livro 3 - Calamity

2 comentários:

  1. Menino, li essa trilogia toda e só posso dizer que o Brandon é o cara. Apesar de eu ter achado a escrita em muitas partes bem atípica do Brandon, creio por ser um livro YA, a ambientação e a caracterização dos personagens são nota dez. Espero que a Aleph não demore muito para publicar. Acho que a galera vai gostar muito.

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    Respostas
    1. Só me falta terminar Calamity, o que provavelmente farei até o final desse ano, já que não dá pra ficar enrolando muito. hauhuaha

      Essa mudança deve ter sido por causa do livro ser YA mesmo, mas todo o resto compensa. Sanderson é Sanderson.

      Abraços!

      Excluir

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